
Há quem diga que o quarto é reflexo de como anda sua vida. O meu estava uma bagunça. Sabe quando não há uma gaveta que salve? Blusas misturadas, pijamas, bolsas, sapatos, livros, provas. Tudo! E vendo isso, resolvi organizar naquela "boa e velha" disposição, que geralmente não temos, para cuidar melhor daquilo que é nosso.
Organizando aqui e ali, tudo melhora. Você passa a saber o que tem, o quanto tem e quando irá acabar. Passa a ver que não precisa de mais coisas coisa nenhuma e ainda, percebe que está passando da hora de se livrar daquela blusa que há uns dois anos não usa, mas quem sabe no próximo semestre usarei.....
Na arrumação de uma gaveta e outra, sentei no chão para organizar as meias e já no final, comecei a colocar algumas nas mãos. (Realmente acontecem coisas estranhas quando estamos sozinhos...). Narrei a história de um RETIRANTE nordestino. Conseguia até imaginavar crianças a minha frente. Imitei o sotaque, cantarolava e dançava com a meia. Era o meu fantoche. Ele era claro, sincero e objetivo. Talvez o que o retirante tinha a dizer estava dentro do meu coração, mas que ou eu não me permitia ou... Ainda não consigo imaginar outra explicação.
Fiquei feliz em ver como ele tinha facilidade para falar. A vida dele era "andar por esse país" anunciando coisas novas. Ele não se prendia a nada, pois o que tinha de mais precioso estava dentro dele. Jesus era seu Salvador. E pronto. Consegue entender que isso basta? Ele conseguia.
Depois de alguns minutos, com toda sua estória contada, tirei a meia. Como foi engraçado guardá-la novamente numa gaveta. Ela não era mais uma meia comum. Era o meu retirante. Era um pedacinho de um sonho sendo guardado. Um pedacinho de algo realmente importante que estava ali, na minha mão, e que eu queria/quero ver crescer.
Bom, já tem um corpo, já tem falas, talvez só lhe falte um sopro de ar em seus pulmões...
Organizando aqui e ali, tudo melhora. Você passa a saber o que tem, o quanto tem e quando irá acabar. Passa a ver que não precisa de mais coisas coisa nenhuma e ainda, percebe que está passando da hora de se livrar daquela blusa que há uns dois anos não usa, mas quem sabe no próximo semestre usarei.....
Na arrumação de uma gaveta e outra, sentei no chão para organizar as meias e já no final, comecei a colocar algumas nas mãos. (Realmente acontecem coisas estranhas quando estamos sozinhos...). Narrei a história de um RETIRANTE nordestino. Conseguia até imaginavar crianças a minha frente. Imitei o sotaque, cantarolava e dançava com a meia. Era o meu fantoche. Ele era claro, sincero e objetivo. Talvez o que o retirante tinha a dizer estava dentro do meu coração, mas que ou eu não me permitia ou... Ainda não consigo imaginar outra explicação.
Fiquei feliz em ver como ele tinha facilidade para falar. A vida dele era "andar por esse país" anunciando coisas novas. Ele não se prendia a nada, pois o que tinha de mais precioso estava dentro dele. Jesus era seu Salvador. E pronto. Consegue entender que isso basta? Ele conseguia.
Depois de alguns minutos, com toda sua estória contada, tirei a meia. Como foi engraçado guardá-la novamente numa gaveta. Ela não era mais uma meia comum. Era o meu retirante. Era um pedacinho de um sonho sendo guardado. Um pedacinho de algo realmente importante que estava ali, na minha mão, e que eu queria/quero ver crescer.
Bom, já tem um corpo, já tem falas, talvez só lhe falte um sopro de ar em seus pulmões...

Dona Mari!!Como assim... tu escreve mto amiga!!rss uma benção!!
ResponderExcluirOlha, c sabe q ia postar o clip lá, amiga. Mas devido a internet limitada aqui rss Não tive tempo, mas vou fazê-lo agora...
Seu último post, poxa! Q lindo , Deus usou uma meia para falar com vc. Glória a Deus! :D
Ai amiga, como é dificil, né? Abrimos mão das nossas coisinhas, das nossas lembranças, nas nossas velharias... Já conhecemos, estamos tão acomodadinhos com elas!
O problema é q elas não deixam espaços para o novo... preso a elas, ficamos sujeitos a escolhas, q no fim, sempre optamos por nossas coisinhas antigas.
O novo é um mistério, e isso de certo modo, causa uma certa expectativa: " Será q devo ficar com o q já conheço ou partir para o desconhecido?..."
Mas precisamos mergulhar, precisamos seguir em frente... Do que vai adiantar vivermos, se for com medo?...Como diz Fernando Pessoa:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
:)Beijo!
Fi, que lindo e inspirador (e inspirado)
ResponderExcluirNão sou um louco só nesse mundo.
Há muitos loucos por aí, querendo algo melhor...
E melhor...
Estamos buscando e achando..
Pedindo e recebendo...
Falando... e OUVINDO (o que é o melhor)
Rafa
aiiiiiiin, que vontade de conhecer esse retirante. podia andar mais e criar um romance dele. boto mó fé :D aoaaieuiosae;
ResponderExcluiramei o modo sutil como você descreve, tanto a meia como um método de arrumar o quarto.
liiindo *-*
beijo, gata
quando não consigo compor, dou um tempo.
ResponderExcluirgeralmente me sinto assim por parecer artificial minha composição ou porque não parece boa como as outras.
às vezes guardo a idéia pela metade, e o resto vem depois. E se eu tentasse completar antes, estragaria.
Mas tudo melhorou e ficou natural quando entendi que o que eu fazia era bom, pq era pra mim. Não egoistamente, mas uma expressão da minha alma, diante de Deus.
Depois reconheci meu dom e entendi que não reconhecer, além de ser orgulho/coitadismo, é palha diante dEle, pois ele nos fez bons em muitas coisas.
Aprendi num livro a dizer"obrigado, Deus me escolheu para isso/aquilo" e a reconhecer quando é exagero e bajulação, fugindo desse tipo de comentário ou cortando quem o faz.. perguntando pq está dizendo tal coisa.
Você tem muito a fazer ainda.
O mundo pelos seus olhos pode ajudar muito os outros. Não pare!
Rafa
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA imaginação é a parte que nos cabe nesse latifúndio.
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